sábado, 19 de novembro de 2011

O voo do Condor


Quando não há pra onde fugir e o silêncio da morte nos cerca
Seus braços insólitos a nos envolver...
Só nos restam um último olhar e partir...

Céu azul: vastidão
No sol nascente: a liberdade
O medo: da alma é o porão
Cárcere e realidade!
O brilho ofusca...
O horizonte seduz...
A existência: uma busca
Por um raio de luz!
Asas estendidas
Acrobacias aéreas
Paisagens perdidas
Nas essências etéreas.



Visão que esmorece
No voo tão tristonho
No olhar uma prece
No canto: um sonho!
O horizonte solar
A trajetória enfim...
Desenhos no ar
O vazio em mim!
Nuvens douradas
Silenciosa acolhida
Cordilheiras geladas
- Restos de vida.


9 comentários:

  1. Oi, Gilvânia...

    sim... poema belo e muito dorido. Também já escrevi coisas assim e sinto nos seus versos uma dor semelhante a que já senti também. Mas, mesmo diante das dores, não se vão as esperanças e o desejo de reencontrar a sensação de bem que havia, a emoção que comovia e o sentimento que dava mais sentido à vida.

    muit bonito.
    um abraço.

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  2. Obrigada, Alessandro. É bom saber que já percorreu esse caminho e o superou. Espero ter o mesmo sucesso que você.

    Um abraço,

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  3. Gil, me senti tão tocada! As tuas palavras entraram num vão que tenho aqui.

    Lindo.

    Beijos, flor.

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  4. Oi Luna! Que bom ler que minhas palavras ainda conseguem tocar uma alma sensível como a sua...

    Um beijo.

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  5. Ah, O voo... traz àquele que voa diversas sensações as quais podem levar o 'voante' mais além que ele possa imaginar. Cuidemos de nossas asas para que as mesmas não sejam queimadas como as de Ícaro na tentativa de realizar seus sonhos. Certamente é possível voar bem e sempre em direção a algo lindo e que nos faça plenos ante a vida que se apresenta.

    Fraterno Abraço!
    Beijo Terno!

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  6. “Quando tiveres provado a sensação de voar, andarás na terra com os olhos voltados para o céu, onde esteve e para onde desejarás voltar”

    Leonardo Da Vinci

    Gil ,voa , voa e volte quando seu coração poder pousar suas assas ...

    Beijo

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  7. Gustavo,amei seu comentário. Senti-me livre pra voar sem limites e até capaz de sonhar de novo. Fez-me acreditar que a vida me reserva algo de bom no final de voo. De coração, obrigada.!

    Um beijo

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  8. Dani,

    Belíssimo o pensamento de Da Vinci e o seu, fiquei sem saber o que dizer. É bom saber que alguém me entende e que não sou um "solitário condor". Não imagina o bem que me fez.

    Um beijo

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